segunda-feira, 31 de outubro de 2016

CHIFFON DE LARANJA COM SEMENTES DE PAPOILA





Há uns dias, a C. comentou cá em casa que uma das amigas tinha feito um bolo sozinha. Combinámos que, em breve, também faria um bolo, mas sem robô de cozinha.

A chegada do Dia dos Bruxas foi o pretexto para cozinhar. Pensei, inicialmente, num bolo de abóbora, mas não a convenci. Obviamente que tinha de fazer algo que pudesse provar e aprovar depois. Posto o chocolate de parte, lembrámo-nos de um bolo de laranja, com cobertura de chocolate, para que os tons não fugissem ao tema.




O bolo foi todo feito à mão, à exceção das claras em castelo. Expliquei-lhe que foi assim que aprendi com a avó e bisavó. À medida que lhe ia explicando como os ingredientes deviam ser batidos, misturados ou envolvidos e a importância de não retirar o ar das claras, perguntava-me se tinha feito algum curso de culinária. Expliquei-lhe que, desde sempre, cozinhei bolos com a minha mãe e avó e sempre adorámos livros e revistas de culinária. Os cadernos de receitas sempre foram tratados como uma relíquia para que passem de geração em geração. Há sempre um segredo associado às várias receitas de cada família.






Quando lhe mostrei a receita do bolo de laranja que a avó costuma fazer, telefonou-lhe a pedir dicas e tirou algumas dúvidas. Afinal, a comida da avó é sempre a melhor.

Como este bolo é medido em chávenas, aproveitei dei-lhe uma aula de matemática.

Embora já estivesse cansada de mexer a massa, expliquei-lhe que os bolos têm de ser feitos sem pressa e com muito carinho para que saiam sempre bem. Não falhou. Ficou delicioso! Adicionámos algumas sementes de papoila e, no fim, ganache de chocolate a cobrir este bundt cake. Para nós, é o melhor bolo de laranja. Um chiffon tão leve e fofo. Vai fazer parte da lista de cupcakes para encomenda.

A decoração para o Dia das Bruxas foi o complemento final e foi alegria total.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

MASSA COM OVO ESCALFADO E CEBOLINHO




Refeição rápida, fácil e saudável. Se todas fossem assim…

A ideia surgiu numa semana de cansaço, com pouca vontade de cozinhar e sem ideias excecionais. Como o resultou me agradou, decidi fotografar e partilhar aqui.

Se quiserem preencher mais o prato, basta adicionar ervilhas, tomate ou salmão fumado. O cebolinho e o queijo Parmesão conferem, a este prato, um sabor mais intenso. Evito os molhos nas massas (embora adore) e opto pelas ervas aromáticas e o queijo Parmesão, definitivamente o meu favorito para acompanhar pratos de massa deste género.

Por aqui, o esparguete é a massa eleita para as refeições de última hora. Vou variando e utilizo, quer o esparguete simples, quer o integral ou outros com sabores. Hoje em dia há muitas opções por onde escolher.




Nesta receita, os ovos escalfados ficariam bem melhor mais encruados e com a gema a escorrer pela massa, mas há que atender aos gostos da criança cá de casa.

Quanto ao segredo para os ovos não ficaram com péssimo aspeto, basta seguir os truques do Jamie Oliver: cortar 2 retângulos grandes de película aderente e cobrir uma tigela, pincelá-los com azeite, colocar o ovo, temperar com sal e pimenta e fechar a película com um nó, como se de um saco se tratasse. Depois basta colocar em água a ferver e cozinhar durante cerca de 4 minutos. Basta verificar se a clara já está branca.




RECEITA

Ingredientes:

4 ovos
500g de esparguete
500g de espinafres cozidos e escorridos
100g de queijo Parmesão em lascas
cebolinho q.b.
azeite q.b.
sal e pimenta q.b.

Preparação:

Num tacho com água a ferver, escaldar os ovos durante cerca de 4 minutos. Em simultâneo, cozinhar o esparguete em água e sal. Cortar o cebolinho em pedaços. Depois do esparguete cozido, escorrê-lo e adicionar azeite a gosto.
Servir a massa, com os espinafres previamente cozidos, os ovos escalfados, o cebolinho e as raspas de Parmesão.

Acompanhe com uma salada.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

FRAMBOESAS NO TOPO DO BOLO




Mais uma variante do bolo de limão, com curd de limão e framboesas. Como estas nunca são em excesso, optei por utilizá-las, quer na totalidade da decoração, quer no recheio.

Não se tratando de uma fruta demasiado doce, para quem tem preferência por sabores menos intensos, julgo ser perfeita. Não que os outros frutos vermelhos tenham menos sucesso.




Conforme já partilhei aqui e, correndo o risco de me tornar repetitiva, não aprecio decorações demasiado “cheias”. Até porque, conseguir ir ao encontro das preferências de cada um, seria bem mais difícil. Assim, apresento-vos mais uma versão clean do bolo de limão com framboesas.

Um pequeno pormenor no final: pistácio picado, a fazer o contraste com as natas e o mascarpone da cobertura.